terça-feira, 19 de março de 2013

Desenhar: Um hobby despertado na infância

Alison Santos de Souza, 17 anos, tem uma paixão que pode ser considerada um hobby. O desenho. Aos oito anos de idade começou a desenhar vasos de flores, xícaras, frutas. Costumava copiar algumas imagens bonitas que encontrava ou muitas vezes soltava a imaginação e desenhava o que vinha em sua cabeça.

Como o desenho exige muita concentração Alison preferia desenhar a noite. “É mais calmo, tem menos barulho”. Quando estava na 6ª série a escola fez uma exposição com desenhos de animais e objetos, e as professoras elogiaram seus desenhos, pois até então não sabiam que tinha o hábito de desenhar.

No ano passado resolveu fazer um curso de desenhista profissional. E resolveu parar de desenhar objetos e passou a desenhar caricaturas, rostos de pessoas e histórias em quadrinhos. “As pessoas deixaram de se interessar pelos desenhos de objetos que eu fazia Então resolvi mudar para as imagens, pois as pessoas acham legal verem seus rostos em forma de desenho e acaba ficando mais interessante”.

Embora a vontade seja de desenhar todos os dias Alison não pode. “Eu tenho sinusite aguda e desenhar me causa muita dor de cabeça e força a vista”.

Entre os tantos desenhos que fez, teve um que surpreendeu Alison. “Desenhei um homem que eu mesmo inventei e ficou muito real. Fiquei surpreso com o resultado”.

Perfil: A paixão falou mais alto

A vontade de fazer jornalismo fez com que Heloiza Abreu não desistisse do seu sonho


 Motivada pela inquietude que o jornalismo proporciona a acadêmica do 6º semestre da Unisul Heloiza Abreu, optou por seguir essa profissão que não tem rotina. Desde pequena, admirava os repórteres de televisão e a maneira como eles transmitiam a informação para quem estava em casa. 


Mas não foi fácil admitir que queria ser uma jornalista. O sonho dos seus pais era que fizesse faculdade na área de Engenharia. Chegou a prestar vestibular na UFSC para engenharia de alimentos. Como não passou na federal, se inscreveu na Unisul, pelo Enem para Geoprocessamento. Desta vez passou na seleção, mas o curso não fechou turma.  

Acreditando que as coisas não acontecem por acaso, Heloiza percebeu que as reprovações eram um sinal de que não deveria optar pela vontade dos seus pais e sim por sua vontade. “Foi ai que resolvi escancarar minha paixão pelo Jornalismo e me inscrever para ganhar a bolsa do curso. E dito e feito: ganhei!”. 

Quando tomou essa decisão seus pais ficaram meio inseguros. Mas depois passaram a lhe dar força. Logo de imediato eles se deslumbraram comigo, porque eu sempre cheguei em casa feliz”. 

Natural de Garopaba, Helô como gosta de ser chamada, mudou várias vezes de opções antes de escolher jornalismo. Já quis ser juíza e geriátrica quando era pequena. Com o tempo foi percebendo que era nas exatas, com uma mistura entre Letras, Ciência Política, História e o contato social diário que a fariam feliz. 

O que mais a cativa no jornalismo é o contato com as pessoas e que todo dia há algo novo. “O que mais me motiva mesmo é ouvir dos meus leitores um "Parabéns pela tua matéria. Ficou muito boa!". Quando ouço isso me sinto mais motivada para fazer algo novo, algo melhor, que toque ainda mais o meu leitor” 

Inicio da carreira 

Sua carreira no jornalismo iniciou quando estava no 2º semestre da faculdade em agosto/2010, como voluntária de um jornal local de Garopaba, onde escrevia reportagens e fazia especialmente coberturas de eventos. Em seguida foi chamada para fazer free lances para outro jornal onde ganhava por matéria publicada no jornal impresso e também por matéria publicada em um blog na internet. 

Depois Heloiza começou a trabalhar na Rádio Comunitária, onde teve a oportunidade de ficar conhecida na cidade. Ao sair da Rádio Comunitária, voltou a trabalhar desta vez remunerada, com o primeiro jornal, o Jornal da Praia. Ficou no jornal um ano, quando em março/2012 foi convidada para ajudar a fundar o Jornal Impresso Catarinense, onde atua até hoje. “O Jornal é um veículo regional e estou aprendendo muito. Meu contato aqui está mais próximo da realidade jornalística, em relação aos demais”. 

Sonhos e paixões 

Seu maior sonho é permanecer é na área. Mas Apaixona por jornalismo político, Heloiza tem vontade de trabalhar com assessorias políticas, na Assembléia Legislativa, ou em revistas. “Acredito que são os sonhos que nos movem para o nosso bem estar. São eles que nos impulsionam para alcançar aquilo que realmente queremos”. 

Na vida pessoal o único sonho é ser feliz ao lado das pessoas que ama. “Quando somos felizes e temos pessoas amadas ao nosso lado alcançamos o restante”. 

Quando não esta trabalhando nem estudando Helô, costuma ler, descansar, estar entre a família ou amigos. Mas um dos seus maiores hobs é dormir. Também gosta de sair para dançar com os amigos, fazer programas caseiros com amigos e família, assistir filme, ir ao cinema e, principalmente, ir à praia. 

 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Adoção: um ato de amor




Três anos e meio na fila de adoção. O telefone toca.: a menina que tanto esperavam estava próxima de ser a mais nova integrante da família. A filha caçula.
A adoção sempre foi algo que cativava e chamava a atenção de Márcia Meurer. A professora sempre teve vontade de adotar uma criança. E ela enfatiza que era vontade, e não apenas curiosidade. Márcia acreditava que podia cuidar de alguém que não tivesse uma família.
O esposo de Márcia não tinha a mesma certeza, mas sempre parceiro nas decisões da mulher, acatou sua vontade.  Em novembro de 2008 ela o convidou para irem ao fórum de Tubarão, na intenção de levar uma criança para passar o Natal e o Ano-novo com eles. Mas, devido à expectativa causada nas crianças, isso já não era mais possível. A orientação foi para que preenchessem o cadastro de adoção, se essa fosse mesmo a vontade do casal. “Era bem gigante o questionário inicial, com inúmeras perguntas, umas fáceis e outras difíceis, tínhamos de dizer como queríamos a criança”, relembra Márcia.
Márcia já tinha uma filha, a Júlia, que é uma criança especial, hoje tem 15 anos. A decisão era adotar uma outra menina com idade entre cinco a oito anos. Depois do cadastro, foram solicitados os documentos do casal para então participarem de um curso preparatório para adoção. “Depois que fiz o curso, tenho outra visão. Ele ajuda a termos certeza da adoção ou não, ele nos faz repensar”, relata Márcia.
Enquanto esperavam para adotar a menina que tanto queriam, o casal recebeu duas propostas. A primeira foi de dois irmãos, e a segunda, de três meninos, sendo um casal de gêmeos de 6 anos, e um irmão de 4. “Eles tinham olhos azuis, cabelos claros. A juíza me telefonou por causa do meu sobrenome Meurer, que tem origem alemã, assim como a descendência dos meninos”, diz Márcia.
Mas, pensando de forma racional e não apenas com o coração, optaram por não adotar. Queriam uma menina maior para fazer companhia à Júlia. Em junho de 2011, ligaram pela terceira vez. Agora era uma menina. A menina que tanto tinham esperado. “Assim que a mãe biológica da pequena Karol de 6 anos assinou a desistência, nos ligaram no dia seguinte. Fomos ao fórum de Tubarão, onde conhecemos toda a história de Karol”, relembra Márcia.
Tomada a decisão de conhecer a menina, foram à casa da família acolhedora – que são famílias cadastradas pela prefeitura e pelo fórum. Elas têm a responsabilidade de cuidar dessas crianças como membro da família, tendo a consciência de que não poderão adotá-las
Depois de conhecerem a pequena Karol, levaram Júlia para conhecer a futura irmã. Podiam passear com a menina no final de semana, levando-a de volta no domingo, caso Karol não se adaptasse. Mas, desde que a  pegaram para passear, a menina nunca mais dormiu na casa de sua família acolhedora. “A adaptação foi muito tranquila, mas ao mesmo tempo assustadora pela forma rápida como o sentido de família ia acontecendo. Ela foi filha muito rápido, chamou-nos de pai e mãe no primeiro dia.  Isso foi um misto de surpresa , alegria e responsabilidade. Mas uma experiência incrível, cheia de muito amor e novidades todos os dias. Estamos nos conhecendo e nos encontrando no significado da família. Vale a pena dividir amor!”, conta Márcia.