Alison Santos de Souza, 17 anos, tem uma paixão que pode ser
considerada um hobby. O desenho. Aos oito anos de idade começou a
desenhar vasos de flores, xícaras, frutas. Costumava copiar algumas
imagens bonitas que encontrava ou muitas vezes soltava a imaginação e
desenhava o que vinha em sua cabeça.
Como o desenho exige muita
concentração Alison preferia desenhar a noite. “É mais calmo, tem menos
barulho”. Quando estava na 6ª série a escola fez uma exposição com
desenhos de animais e objetos, e as professoras elogiaram seus desenhos,
pois até então não sabiam que tinha o hábito de desenhar.
No ano
passado resolveu fazer um curso de desenhista profissional. E resolveu
parar de desenhar objetos e passou a desenhar caricaturas, rostos de
pessoas e histórias em quadrinhos. “As pessoas deixaram de se
interessar pelos desenhos de objetos que eu fazia Então resolvi mudar
para as imagens, pois as pessoas acham legal verem seus rostos em forma
de desenho e acaba ficando mais interessante”.
Embora a vontade
seja de desenhar todos os dias Alison não pode. “Eu tenho sinusite aguda
e desenhar me causa muita dor de cabeça e força a vista”.
Entre
os tantos desenhos que fez, teve um que surpreendeu Alison. “Desenhei
um homem que eu mesmo inventei e ficou muito real. Fiquei surpreso com o
resultado”.
Blog da Ana Hemkemeier
terça-feira, 19 de março de 2013
Perfil: A paixão falou mais alto
A vontade de fazer jornalismo fez com que Heloiza Abreu não desistisse do seu sonho
Motivada pela inquietude que o jornalismo proporciona a acadêmica do 6º semestre da Unisul Heloiza Abreu, optou por seguir essa profissão que não tem rotina. Desde pequena, admirava os repórteres de televisão e a maneira como eles transmitiam a informação para quem estava em casa.
Mas
não foi fácil admitir que queria ser uma jornalista. O sonho dos seus
pais era que fizesse faculdade na área de Engenharia. Chegou a prestar
vestibular na UFSC para engenharia de alimentos. Como não passou na federal, se inscreveu na Unisul, pelo Enem para Geoprocessamento. Desta vez passou na seleção, mas o curso não fechou turma.
Acreditando que as coisas não acontecem por acaso, Heloiza percebeu que as reprovações eram um sinal de que não deveria optar pela vontade dos seus pais e sim por sua vontade. “Foi ai que resolvi escancarar minha paixão pelo Jornalismo e me inscrever para ganhar a bolsa do curso. E dito e feito: ganhei!”.
Quando tomou essa decisão seus pais ficaram meio inseguros. Mas depois passaram a lhe dar força. “Logo de imediato eles se deslumbraram comigo, porque eu sempre cheguei em casa feliz”.
Natural de Garopaba, Helô como gosta de ser chamada, mudou várias vezes de opções antes de escolher jornalismo. Já quis ser juíza e geriátrica quando era pequena. Com o tempo foi percebendo que era nas exatas, com uma mistura entre Letras, Ciência Política, História e o contato social diário que a fariam feliz.
O que mais a cativa no jornalismo é o contato com as pessoas e que todo dia há algo novo. “O que
mais me motiva mesmo é ouvir dos meus leitores um "Parabéns pela tua
matéria. Ficou muito boa!". Quando ouço isso me sinto mais motivada para
fazer algo novo, algo melhor, que toque ainda mais o meu leitor”
Inicio da carreira
Sua carreira no jornalismo iniciou quando estava no 2º semestre da faculdade em agosto/2010, como voluntária de um jornal local de Garopaba, onde escrevia reportagens e fazia especialmente coberturas de eventos. Em seguida foi chamada para fazer free lances para outro jornal onde ganhava por matéria publicada no jornal impresso e também por matéria publicada em um blog na internet.
Depois Heloiza começou a trabalhar na Rádio Comunitária, onde teve a oportunidade de ficar conhecida na cidade. Ao sair da Rádio Comunitária, voltou a trabalhar desta vez remunerada, com o primeiro jornal, o Jornal da Praia. Ficou
no jornal um ano, quando em março/2012 foi convidada para ajudar a
fundar o Jornal Impresso Catarinense, onde atua até hoje. “O Jornal é um
veículo regional e estou aprendendo muito. Meu contato aqui está mais
próximo da realidade jornalística, em relação aos demais”.
Sonhos e paixões
Seu maior sonho é permanecer é na área. Mas Apaixona por jornalismo político, Heloiza tem vontade de trabalhar com assessorias políticas, na Assembléia Legislativa, ou em revistas. “Acredito
que são os sonhos que nos movem para o nosso bem estar. São eles que
nos impulsionam para alcançar aquilo que realmente queremos”.
Na vida pessoal o único sonho é ser feliz ao lado das pessoas que ama. “Quando somos felizes e temos pessoas amadas ao nosso lado alcançamos o restante”.
Quando não esta trabalhando nem estudando Helô, costuma ler, descansar, estar entre a família ou amigos. Mas um dos seus maiores hobs é dormir. Também gosta de
sair para dançar com os amigos, fazer programas caseiros com amigos e
família, assistir filme, ir ao cinema e, principalmente, ir à praia.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Adoção: um ato de amor
Três
anos e meio na fila de adoção. O telefone toca.: a menina que tanto esperavam
estava próxima de ser a mais nova integrante da família. A filha caçula.
A adoção
sempre foi algo que cativava e chamava a atenção de Márcia Meurer. A professora
sempre teve vontade de adotar uma criança. E ela enfatiza que era vontade, e
não apenas curiosidade. Márcia acreditava que podia cuidar de alguém que não
tivesse uma família.
O esposo
de Márcia não tinha a mesma certeza, mas sempre parceiro nas decisões da
mulher, acatou sua vontade. Em
novembro de 2008 ela o convidou para irem ao fórum de Tubarão, na intenção de
levar uma criança para passar o Natal e o Ano-novo com eles. Mas, devido à
expectativa causada nas crianças, isso já não era mais possível. A orientação
foi para que preenchessem o cadastro de adoção, se essa fosse mesmo a vontade
do casal. “Era bem gigante o questionário inicial, com inúmeras perguntas, umas
fáceis e outras difíceis, tínhamos de dizer como queríamos a criança”, relembra
Márcia.
Márcia
já tinha uma filha, a Júlia, que é uma criança especial, hoje tem 15 anos. A
decisão era adotar uma outra menina com idade entre cinco a oito anos. Depois
do cadastro, foram solicitados os documentos do casal para então participarem
de um curso preparatório para adoção. “Depois que fiz o curso, tenho outra
visão. Ele ajuda a termos certeza da adoção ou não, ele nos faz repensar”,
relata Márcia.
Enquanto
esperavam para adotar a menina que tanto queriam, o casal recebeu duas
propostas. A primeira foi de dois irmãos, e a segunda, de três meninos, sendo
um casal de gêmeos de 6 anos, e um irmão de 4. “Eles tinham olhos azuis,
cabelos claros. A juíza me telefonou por causa do meu sobrenome Meurer, que tem
origem alemã, assim como a descendência dos meninos”, diz Márcia.
Mas,
pensando de forma racional e não apenas com o coração, optaram por não adotar.
Queriam uma menina maior para fazer companhia à Júlia. Em junho de 2011,
ligaram pela terceira vez. Agora era uma menina. A menina que tanto tinham
esperado. “Assim que a mãe biológica da pequena Karol de 6 anos assinou a
desistência, nos ligaram no dia seguinte. Fomos ao fórum de Tubarão, onde
conhecemos toda a história de Karol”, relembra Márcia.
Tomada a
decisão de conhecer a menina, foram à casa da família acolhedora – que são
famílias cadastradas pela prefeitura e pelo fórum. Elas têm a responsabilidade
de cuidar dessas crianças como membro da família, tendo a consciência de que
não poderão adotá-las
Depois
de conhecerem a pequena Karol, levaram Júlia para conhecer a futura irmã.
Podiam passear com a menina no final de semana, levando-a de volta no domingo,
caso Karol não se adaptasse. Mas, desde que a pegaram
para passear, a menina nunca mais dormiu na casa de sua família acolhedora. “A
adaptação foi muito tranquila, mas ao mesmo tempo assustadora pela forma rápida
como o sentido de família ia acontecendo. Ela foi filha muito rápido,
chamou-nos de pai e mãe no primeiro dia. Isso foi um misto de surpresa ,
alegria e responsabilidade. Mas uma experiência incrível, cheia de muito amor e
novidades todos os dias. Estamos nos conhecendo e nos encontrando no
significado da família. Vale a pena dividir amor!”, conta Márcia.
Assinar:
Comentários (Atom)